o que é evp
23 dezembro
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O que é EVP talvez seja uma das perguntas mais importantes hoje para quem trabalha com gestão de pessoas, atração de talentos e retenção de colaboradores.

Em um mercado competitivo, onde bons profissionais têm várias opções de trabalho, apenas oferecer salário em dia já não sustenta mais o vínculo entre empresa e equipe.

Se você é gestor de RH, líder de time ou responsável por desenhar políticas de pessoas, provavelmente já sentiu na prática os profissionais qualificados saindo rápido demais, vagas que demoram a ser fechadas, engajamento baixo, e uma sensação de que “a gente oferece bastante coisa, mas isso não está sendo percebido”.

É exatamente nesse cenário que entender o que é EVP, e como estruturá-lo, vira uma vantagem estratégica.

Neste artigo, vamos esclarecer de forma prática o que é EVP (Employee Value Proposition), por que ele é tão importante na atração e retenção de talentos, quais são seus principais pilares, como construir um EVP forte passo a passo e qual o papel dos benefícios, premiações e incentivos na sua proposta de valor ao colaborador. 

O que é EVP? (Employee Value Proposition)

EVP (Employee Value Proposition) é a Proposta de Valor ao Empregado, o conjunto de tudo aquilo que a empresa oferece em troca do trabalho do colaborador, incluindo salário, benefícios, oportunidades de desenvolvimento, ambiente, cultura e propósito.

Enquanto a remuneração foca no “quanto a pessoa recebe”, o EVP olha para o pacote completo, o que faz com que alguém queira entrar, permanecer e se engajar em uma empresa. Ele é, em essência, a resposta à pergunta: “Por que alguém deveria escolher trabalhar aqui e continuar aqui?”

O conceito de EVP ganhou força à medida que o mercado de trabalho foi se tornando mais competitivo e mais transparente.

Hoje, qualquer profissional consegue pesquisar avaliações de empresas, comparar pacotes de benefícios corporativos de diferentes organizações e entender rapidamente o que cada empregador oferece, e também o que não oferece.

Uma empresa com EVP bem definido e verdadeiro tende a ter uma reputação mais forte no mercado, o que facilita atrair pessoas alinhadas aos seus valores e diminuir o custo e o tempo de recrutamento.

Mais do que um discurso bonito em páginas de “Trabalhe Conosco”, o EVP precisa ser coerente com a realidade vivida pelos colaboradores. Quando há alinhamento entre discurso e prática, o EVP se torna um diferencial competitivo poderoso.

Por que o EVP é tão importante para a atração e retenção de talentos?

Um EVP sólido é importante porque ajuda a atrair os talentos certos, engajar quem já está na empresa e reduzir a saída de profissionais estratégicos.

Na prática, um bom EVP impacta diretamente:

  1. A capacidade de contratar mais rápido e melhor
  2. A retenção de talentos em médio e longo prazo
  3. O nível de engajamento, motivação e desempenho
  4. A percepção de justiça e reconhecimento
  5. O clima organizacional e a reputação da marca empregadora

Quando profissionais qualificados avaliam propostas de trabalho, cada vez mais olham além do salário, querem entender benefícios, flexibilidade, possibilidades de crescimento, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, preocupação com saúde mental no ambiente de trabalho, cultura de respeito e inclusão, entre outros fatores.

Do ponto de vista de custos, um EVP fraco aumenta a rotatividade, gera mais gastos com recrutamento, treinamento de novas pessoas e perda de produtividade. Já um EVP forte reduz esse ciclo e fortalece a relação de longo prazo com a equipe.

Outro ponto importante é que o EVP também é uma ferramenta de alinhamento interno. Quando RH, liderança e colaboradores têm clareza sobre o que a empresa oferece e o que espera em troca, as discussões sobre carreira, desempenho e reconhecimento ficam mais objetivas e transparentes.

Quais são os pilares que compõem um EVP?

Em geral, o EVP é construído sobre cinco grandes pilares: compensação, benefícios, desenvolvimento, cultura/propósito e ambiente de trabalho.

Pensar por pilares ajuda a fazer um diagnóstico mais objetivo: o que está bem estruturado e o que ainda precisa de ajustes para que a proposta de valor ao colaborador seja consistente.

Compensação e recompensas

A compensação é o ponto de partida: salário fixo, variáveis, bônus, comissões e políticas de gratificação.

Não é tudo, mas é a base. Se a empresa não oferece uma remuneração minimamente competitiva, fica difícil convencer alguém a entrar ou permanecer, mesmo que outros aspectos sejam positivos.

Um pilar de compensação bem definido considera:

  1. faixas salariais alinhadas com o mercado (quando possível)
  2. critérios claros de aumento e promoção
  3. políticas de planejamento de metas conectadas a recompensas
  4. transparência sobre como bônus e variáveis são calculados

Além do salário, a percepção de justiça é fundamental. Duas pessoas com funções parecidas, resultados semelhantes e remunerações muito diferentes tendem a gerar ruído, conflito e sensação de desvalorização. Por isso, a forma como a empresa estrutura seus modelos de recompensa diz muito sobre seu EVP.

Hoje, muitas organizações também utilizam campanhas de desempenho e programas de incentivo como parte da estratégia de compensação variável, criando uma ponte entre resultado, reconhecimento e valor percebido.

Benefícios e bem-estar

Os benefícios são um dos elementos mais visíveis e tangíveis do EVP. Eles complementam a remuneração financeira e comunicam, na prática, o quanto a empresa se preocupa com o bem-estar da equipe.

Aqui entram:

  1. Benefícios tradicionais: vale-alimentação, vale-refeição, vale-transporte, plano de saúde, plano odontológico etc.
  2. Benefícios ampliados: apoio psicológico, programas de bem-estar, apoio financeiro, auxílio home office, incentivo à educação.
  3. Benefícios flexíveis, que permitem ao colaborador escolher como usar seu saldo – por exemplo, via cartão de benefícios multibenefícios.

O modelo de benefícios flexíveis tem ganhado protagonismo justamente por aumentar a percepção de valor, cada colaborador pode ajustar o uso conforme seu momento de vida, preferências e necessidades.

Nesse contexto, benefícios voltados à cultura e ao lazer, como o vale-cultura, também ajudam a reforçar o cuidado com a pessoa para além do cargo.

E, somado a isso, ações que se relacionam com saúde mental no ambiente de trabalho contribuem diretamente para um EVP mais humano e atual.

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Desenvolvimento e carreira

Outro pilar central do EVP é a oportunidade de crescimento. Profissionais, principalmente os mais qualificados, não querem apenas “um emprego”, mas a possibilidade de desenvolvimento real ao longo do tempo.

Esse pilar abrange:

  1. Programas de treinamento e desenvolvimento contínuo
  2. Acesso a cursos, certificações e trilhas de aprendizagem
  3. Feedbacks estruturados e conversas de carreira
  4. Planos de desenvolvimento individual (PDIs)
  5. Oportunidades internas de mobilidade e promoção

Quando a empresa investe em desenvolvimento, ela demonstra que vê o colaborador como um projeto de longo prazo, e isso aumenta a sensação de pertencimento e lealdade.

Além disso, esse pilar se conecta diretamente com temas como engajamento de equipe e performance, quanto mais a pessoa é preparada, mais confiança e condições ela tem de entregar bons resultados.

Cultura, pertencimento e propósito

Cultura não é um quadro na parede, é o “como as coisas realmente são feitas aqui”. Esse pilar do EVP está ligado ao conjunto de valores, comportamentos, rituais e decisões que orientam o dia a dia da empresa.

Um EVP forte nessa dimensão considera:

  1. Valores claros e vividos na prática
  2. Respeito à diversidade e combate ao etarismo no mercado de trabalho, preconceito e assédios
  3. Ambiente de confiança, segurança psicológica e colaboração
  4. Sentido de propósito: por que o trabalho daquela empresa importa?

Quando o colaborador sente que pertence ao lugar, que é respeitado e que sua contribuição tem impacto, a tendência é que se engaje mais, participe das ações, traga ideias e fique mais tempo.

Programas de marketing de incentivo, campanhas de reconhecimento, rituais de celebração e até iniciativas como campanha de premiação bem estruturada ajudam a reforçar essa cultura de valorização.

Ambiente de trabalho e experiência do colaborador

O último pilar está ligado à experiência concreta do colaborador no dia a dia: a forma como as lideranças conduzem as equipes, as relações entre colegas, o nível de autonomia, o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

Inclui aspectos como:

  1. Estilo de gestão (controlador x colaborativo)
  2. Rotina de reuniões e carga de trabalho
  3. Possibilidade de trabalho híbrido ou remoto, quando aplicável
  4. Políticas como day off de aniversário ou folgas em datas especiais
  5. Estrutura física ou digital de trabalho (ferramentas, ergonomia, suporte)

Um ambiente tóxico, mesmo com bom salário, pode minar completamente o EVP. Por outro lado, um ambiente saudável fortalece todos os outros pilares e ajuda a reduzir a desmotivação no trabalho.

Como construir um EVP forte: passo a passo

Para construir um EVP forte, a empresa precisa ouvir seus colaboradores, entender o mercado, definir os pilares prioritários e comunicar com clareza o que oferece em troca do trabalho da equipe.

Mais do que um exercício teórico, é um processo de diagnóstico, decisão e alinhamento.

Pesquise e entenda o que seus colaboradores valorizam

Um erro comum é tentar copiar o EVP de empresas “modelo” sem considerar a realidade interna. Antes de definir qualquer proposta, é fundamental entender o que as pessoas da sua organização realmente valorizam.

Algumas formas de fazer isso:

  1. Pesquisas de clima e de satisfação com perguntas abertas sobre benefícios, reconhecimento, ambiente e liderança.
  2. Grupos focais com colaboradores de diferentes áreas e níveis.
  3. Entrevistas de desligamento para entender por que as pessoas saem.
  4. Conversas com lideranças sobre o que seus times mais pedem ou reclamam.

É importante lembrar que diferentes perfis valorizam coisas diferentes. Pessoas com filhos pequenos podem priorizar plano de saúde e flexibilidade; jovens em início de carreira podem valorizar desenvolvimento e hiring bonus; profissionais sêniores podem se importar mais com estabilidade e respeito à experiência.

Essa escuta também ajuda a identificar pontos sensíveis: sobrecarga, falta de reconhecimento, problemas de liderança, temas ligados à saúde mental no ambiente de trabalho e outros fatores que precisam ser trabalhados para que o EVP seja consistente.

Analise o mercado e seus concorrentes

Depois de entender o cenário interno, vale olhar para fora: o que empresas do seu setor e região estão oferecendo? Quais práticas têm se destacado em termos de benefícios corporativos, flexibilidade e reconhecimento?

Isso não significa copiar tudo, mas entender a régua de competitividade. Se todas as empresas do seu segmento oferecem home office parcial, por exemplo, não oferecer essa possibilidade pode ser um ponto fraco importante.

Observe:

  1. Benefícios comuns e diferenciais do seu mercado
  2. Formas de premiação e incentivo à performance
  3. Políticas de férias, folgas, viagem corporativa e flexibilidade
  4. Ações de employer branding em redes sociais e páginas de carreiras

Esse olhar ajuda a ajustar expectativas e encontrar maneiras de se diferenciar, mesmo quando o orçamento é limitado.

Defina os elementos centrais do seu EVP

Com base na escuta interna e na análise externa, é hora de tomar decisões: o que a sua empresa quer e pode oferecer como proposta de valor?

Algumas perguntas ajudam:

  1. Qual é o nosso posicionamento em relação a salários (na média, acima, mais abaixo, mas compensando com outros pilares)?
  2. Qual será o desenho do nosso pacote de benefícios (tradicionais, benefícios flexíveis, incentivos, apoio à educação etc.)?
  3. De que forma vamos tratar reconhecimento e premiação fora da folha de pagamento?
  4. Como vamos apoiar desenvolvimento e plano de carreira na prática?
  5. Que compromissos queremos assumir em cultura, diversidade e bem-estar?

O EVP precisa ser ambicioso o suficiente para atrair, mas realista o bastante para ser sustentável. Prometer demais e entregar de menos gera frustração e quebra de confiança.

Comunique bem o seu EVP

Um EVP forte mal comunicado perde boa parte do seu poder. Muitas vezes, a empresa até oferece um pacote interessante, mas os colaboradores não conhecem tudo que têm direito ou não entendem o valor daquilo.

Por isso, a comunicação faz parte da construção do EVP:

  1. Inclua o EVP em materiais de planejamento de metas, onboarding e treinamentos de liderança.
  2. Destaque o que é oferecido em páginas de vagas e entrevistas com candidatos.
  3. Utilize canais internos para lembrar benefícios, incentivos, campanhas e reconhecimentos.
  4. Mostre histórias reais de colaboradores beneficiados por programas de campanha de premiação, desenvolvimento ou flexibilidade.

O EVP também precisa ser lembrado no dia a dia. Não é um documento esquecido em uma pasta, mas um conjunto de práticas e mensagens que se repetem ao longo da jornada do colaborador.

evp

Conclusão

Neste artigo, você entendeu o que é EVP, por que ele é tão importante na estratégia de pessoas e como ele se torna um diferencial competitivo na atração e retenção de talentos. 

Vimos que um EVP forte começa com escuta ativa, análise do mercado, definição clara de pilares e, principalmente, coerência entre discurso e prática.

Benefícios bem desenhados, benefícios flexíveis, programas de reconhecimento e premiação fora da folha de pagamento tornam a proposta de valor mais concreta, percebida e desejada pelos colaboradores.

Se a sua empresa quer fortalecer o EVP, aumentar o engajamento e transformar reconhecimento em ação concreta, soluções especializadas em benefícios e incentivos são um caminho natural.

A Novocred oferece ferramentas completas para gestão de benefícios flexíveis, cartões de incentivo e programas de premiação, unindo segurança jurídica, eficiência operacional e liberdade de escolha para quem recebe.

Tudo isso contribui diretamente para um EVP mais forte, competitivo e alinhado com o que as pessoas esperam do trabalho hoje.

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